Nas últimas décadas, a nutrição ganhou destaque entre as ciências. Há um consenso entre os especialistas de que uma dieta equilibrada, associada à prática de uma atividade física regular, é indispensável para o controle do peso e, consequentemente, para a manutenção de uma boa saúde. Ainda assim, a obesidade tem crescido no mundo inteiro, a ponto de hoje ser considerada um dos maiores problemas de saúde pública mundial – devido às complicações que acarreta, como diabetes, hipertensão, cardiopatias, etc.

Durante muito tempo, a falsa ideia de que a obesidade decorria de falha no caráter circulou na sociedade. Indivíduos obesos frequentemente eram chamados de comilões, de preguiçosos; eram vistos como pessoas sem força de vontade para emagrecer. Essas e muitas outras eram apontadas como causas do excesso de peso.

Enorme injustiça

Esses problemas, quando existem, têm igual frequência entre os obesos e os de peso normal. É importante ressaltar que os sintomas emocionais, quando presentes, são quase sempre consequências da discriminação que sofrem, e não a causa da doença.

Uma pesquisa recente, realizada por uma universidade americana, revela a profundidade do problema. Para não ter excesso de peso, 5% dos obesos dariam um ano de vida e, surpreendentemente, 5% perderiam um braço e 4% ficariam cegos.

Todo mundo é contra o excesso de peso. Mas por que cada vez mais as pessoas engordam? A obesidade está associada a diversas causas, entre elas:

Genética: filhos de pais obesos muitas vezes são obesos ou com tendência à obesidade.
Psicológica: problemas emocionais, como a ansiedade, podem levar algumas pessoas à ingestão de uma quantidade de caloria maior que a necessidade do corpo. Nesse caso, a obesidade pode aumentar a ansiedade e estabelecer um perigoso ciclo vicioso de obesidade ansiedade.
Cultural: tipos de alimentação próprios de determinada região ou cultura. Com respeito a esse fator, vive-se hoje um fenômeno que pode ser chamado de globalização dos hábitos alimentares. Novos hábitos introduzidos pela industrialização, propaganda de alimentos não nutritivos e muito calóricos na TV e o estilo de vida cada vez mais sedentário fazem parte da cultura global. Muitas tentativas têm sido feitas para a criação de leis que regulamentem as propagandas de alimentos que só engordam em vez de nutrir. Tais leis têm sido bloqueadas pela indústria de alimentos. Afinal, as grandes redes de fastfood faturam bilhões de dólares por ano.

 

Autoria: Acleto Amaral, Evandro Lombardi, Victor J. da Rocha M. Santos
Fonte: Sistema Inter@tivo de Ensino – Química Fasc. 6
Imagem: Olivier Le Moal / Fotolia