A chegada de meses mais quentes do ano, com temperaturas elevadas e chuvas intercaladas, configura as estações primavera e verão como as mais propícias para a proliferação e multiplicação de mosquitos, e bebês e crianças são os mais sensíveis às picadas desses insetos principalmente pernilongos e borrachudos.

Medidas como dedetização, evitar água acumulada e parada nos ambientes da casa evitam criadouros. Os repelentes podem ser físicos, químicos (sistêmicos, ambientais ou tópicos), eletrônicos, luminosos e aparelhos ultrassônicos com eficácias controversas.

Proteja-se

“Barreiras físicas, como mosquiteiros, são boa opção para afastar os insetos. Porém é necessário usá-lo com segurança, observando seu material, que deve ser com tramas finas, capazes de boa ventilação e impedir a passagem do inseto, além de não ficar dentro do berço, para prevenir estrangulamentos, e estar a uma altura suficiente para que a criança/bebe não possa alcançá-lo”, informa dr. José Gabel, membro do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Primeiros Cuidados da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).

A tradição popular contém algumas supertições para afastar os mosquitos: ingestão de vitamina B, alho e cebola, e a aplicação de fumo no corpo são tentativas de adquirir a proteção pelo odor. Todavia nenhuma dessas fórmulas tem orientação para bebês e crianças.

Quanto aos repelentes, o médico alerta para nunca utilizar antes dos dois meses. “Após essa idade, os pais devem ler os rótulos e bulas dos produtos, a fim de saber o que estão aplicando em seus filhos”.

É importante, também, deixar longe do alcance das crianças, não deixá-las aplicar sozinhas, espalhar em toda a parte exposta do corpo e lavar bem as mãos após utilizar. “Não pode passar quando a pele estiver irritada ou infeccionada. Áreas próximas aos olhos, boca, narinas e genitais também não devem receber o repelente”, afirma Gabel.

Fui picado, e agora?

Os principais cuidados são quanto à higiene, de tal forma a evitar que as picadas sejam contaminadas e levem a processos inflamatórios e infecciosos. Ou seja, deve-se lavar o local e não coçar.

O que ocorre a partir da picada varia de pessoa para pessoa. Mais do que coçar, incomodar e zumbir os ouvidos, os mosquitos são vetores em potencial.

A picadura do inseto pode causar desde um simples ponto avermelhado com discreta coceira, com duração de até dois dias, até levar a quadros de prurido (coceira) intensa e se manifestar com placas de alergia e urticária que, eventualmente, poderá ser necessário atendimento hospitalar e internação.

“Os pais devem sempre ficar alertas para identificar o surgimento de secreção, ou se ficar muito extenso, avermelhado e inchado após a picada. O pediatra e o serviço de saúde devem sempre ser acionados casos de dúvidas”, conclui.

 

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Fonte: Acontece Comunicação e Notícias