O termo designer foods (alimentos funcionais) é uma expressão atribuída desde o final dos anos 80 a alimentos que promovem benefícios medicamentosos à saúde. Os estudiosos descobriram que certos alimentos contêm princípios ativos com propriedades curativas e preventivas. Fala-se em aproximadamente dez mil. Segundo a Dra. Késia Diego Quintaes, professora de Nutrição da Universidade Federal de Ouro Preto, MG, “os alimentos funcionais modulam os processos metabólicos, melhorando as condições de saúde, promovendo o bem-estar e prevenindo o aparecimento precoce de doenças degenerativas”.

Substâncias como antitripsinas, polifenóis e outras, presentes nos cereais integrais, frutas e legumes, já foram consideradas antinutritivas e tóxicas no passado. Mas hoje são recebidas como verdadeiros remédios naturais eficazes contra muitas doenças. Segundo o médico italiano Maxime de Llari, poderia ser dito que nasceu um novo ramo da saúde: a farmacologia natural. Isso significa que além de calorias, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais, laranjas, brócolis e tomates possuem princípios medicamentosos admiráveis. Esses alimentos, apelidados de funcionais, podem ser classificados em dois grupos: alimentos com atividade imunomodulatória. Eles possuem fitoquímicos capazes de modelar e ativar a ação do sistema imunológico, combatendo corpos estranhos, micro-organismos patogênicos e células cancerígenas. O segundo grupo é ocupado pelos alimentos com atividade antioxidante. São os que combatem os radicais livres.

A melhor forma de ingerir os alimentos é em seu estado mais natural possível. O ideal é que no mínimo 50% da refeição sejam de alimentos crus. Alimentos muito processados, gorduras animais e gorduras trans, açúcar, sal e cereais refinados, trazem muitos prejuízos à saúde, gerando obesidade, câncer, diabetes e diminuição da resistência imunológica. Embutidos e refrigerantes são parte de uma longa lista produtora de males. Prefira alimentos integrais, altamente nutritivos e ricos em fibras capazes de reduzir a exposição a agentes carcinogênicos devido à sua capacidade de regular o funcionamento intestinal. “A recomendação atual”, aponta a Dra. Késia, “é incluir na dieta, no mínimo, três porções ao dia de cada grupo de frutas e hortaliças nutracêuticas.

 

 

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