O mês de outubro é destinado ao combate do câncer de mama. Em apoio a essa campanha, selecionamos os principais fatores que, de alguma forma, podem colaborar para o surgimento dessa doença. Fique atenta aos riscos, previna-se.

FATORES DE RISCO PARA O CÂNCER DE MAMA FEMININO:

Fatores modificáveis

Estes fatores de risco são controláveis. Eles estão relacionados ao ambiente e ao estilo de vida de cada pessoa e, nesse caso há como controlar cada um deles e até mesmo neutralizá-los.

PRIMIPARIDADE TARDIA: Quando a primeira gestação acontece após os 30 anos de idade.

TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL: Uso de hormônios exógenos.

CONTRACEPTIVO ORAL: Possuem risco maior as mulheres que usam contraceptivos orais de dosagens elevadas de estrogênio, as que fazem uso da medicação por longo período de tempo e as que usaram anticoncepcional em idade precoce, antes da primeira gravidez.

DISTÚRBIOS NUTRICIONAIS: Dieta rica em gordura animal e pobre em fibras. As fibras são essenciais para proteger contra o câncer de mama, pois ajudam a diminuir o montante de estrogênio circulante no corpo da mulher. Em muitos casos, o câncer de mama está associado à constipação intestinal crônica, que pode ser combatida com a ingestão abundante de água e de alimentos integrais, ricos em fibras.

OBESIDADE: Apresentam maior risco as mulheres com peso acima do ideal, sobretudo após a menopausa. O tecido gorduroso secreta estrogênio, o hormônio feminino. Isso intensifica e prolonga o estímulo hormonal das mamas.

MORAR EM ÁREA URBANA: Onde é maior a exposição a poluentes, produtos químicos, campos magnéticos e estresse.

VIDA SEDENTÁRIA: Não praticar atividade física regular favorece o ganho de peso e a perda da proteção hormonal sobre o sistema imune.

CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS: A ingestão regular de álcool em quantidade moderada ou abusiva é identificada como fator de risco para o câncer de mama. O álcool destrói os leucócitos e os linfócitos T, enfraquecendo as defesas do organismo.

RADIAÇÕES IONIZANTES: Até mesmo a exposição à radiação proveniente de exames diagnósticos é prejudicial, pois pode causar mutação celular, principalmente em jovens abaixo dos 35 anos. Quanto maior e mais intensa for a exposição, maior é o risco.

EXPOSIÇÃO A PRODUTOS QUÍMICOS TÓXICOS: Nos últimos 50 anos, a maioria dos casos de câncer de mama tem relação com a exposição a altos níveis de radiação e produtos químicos veiculados pelo ar, água, no solo e através dos alimentos.

USO DE MEDICAMENTOS: Alguns remédios de uso regular, prescritos por longos períodos de tempo, como antidepressivos (fluoxetina), quimioterápicos e anti-hipertensivos, diminuem a produção da melatonina, um hormônio que protege contra o câncer de mama. Por isso não utilize nenhum medicamento sem orientação médica.

MÁ ALIMENTAÇÃO: A carência de determinados nutrientes como a vitamina D, a ingestão de gorduras de origem animal, que são depósitos de químicos tóxicos, assim como o consumo exagerado de sal e açúcar, e o baixo consumo de grãos integrais, tubérculos, vegetais e frutas pode aumentar o risco de câncer de mama.

TABAGISMO: Além de ser um agente carcinogênico, o tabaco enfraquece as defesas imunes.

Fatores não modificáveis

Estes fatores de risco não são controláveis. Eles estão relacionados a aspectos que fogem até mesmo à vontade da pessoa, como raça, sexo, herança genética, altura, etc. Nesse caso, não há como controlar cada um deles.

SEXO FEMININO: Sabe-se que 99% dos cânceres de mama atingem as mulheres, ou seja, para cada cem casos de câncer de mama, 99 mulheres serão atingidas e apenas um homem sofrerá a doença.

MENARCA PRECOCE: Primeira menstruação antes dos 13 anos de idade. Existem alguns procedimentos que podem fazer com que a menina demore um pouco mais para começar a menstruar. Estimular a menina a praticar atividades físicas, a alimentar-se apenas com produtos livres de hormônios animais e evitar a exposição demasiada à luz elétrica à noite. Também podem retardar o início da menarca, uma alimentação com pouca gordura animal e muitas fibras.

MENOPAUSA TARDIA: Longa história menstrual – última menstruação após os 55 anos de idade.

CICLOS MENSTRUAIS CURTOS OU LONGOS: Se o intervalo for menor que 21 dias o risco será dobrado e se for maior que 30 dias, maior também será a chance de desenvolvimento do câncer. O ideal é manter o ciclo menstrual em intervalos de 25 a 30 dias.

DOENÇA BENIGNA DA MAMA: Cistos, hiperplasia atípica, e qualquer condição anormal, mas não cancerosa, devem ser considerados fatores de risco para o câncer de mama.

RAÇA: Mulheres brancas e de origem europeia correm maior risco em qualquer idade. As mulheres de pele escura, asiáticas e latinas são menos propensas do que as de pele clara.

ESTATURA E PESO: Mulheres mais altas e mais pesadas, sobretudo as que pesam mais de 70 kg e têm mais de 1,67 de altura correm maior risco de desenvolver câncer de mama do que as mulheres com menos de 60 kg e abaixo de 1,60 m de altura.

HISTÓRIA PRÉVIA DE CÂNCER: Mulheres que já tiveram câncer de mama apresentam mais chances de desenvolvê-lo na outra mama. Mulheres com histórico de câncer de ovário ou endométrio, também apresentam maior risco.

HISTÓRIA DE CÂNCER DE MAMA NA FAMÍLIA: O risco aumenta se tiver algum parente próximo com a doença.  Se duas mulheres na família tiveram câncer de mama antes da menopausa, o risco é maior e tende a surgir em idades precoces na geração seguinte. Quanto mais idade tiver a mãe quando desenvolver câncer, menos risco a filha correrá.

MUTAÇÕES GENÉTICAS: Testes específicos identificam a tendência para o câncer de mama nos genes BRCA1 e BRCA2.

NULIPARIDADE: Nunca ter tido filhos.

 

 

 

Imagem: Giraphics / Fotolia
Fonte: Revista Vida e Saúde – Maio 2014