Ao chegar o período de matrículas escolares, muitos pais acabam se deparando com uma polêmica: qual a idade em que a criança deve ingressar na Educação Infantil? Partindo-se desta dúvida, as opiniões podem ser totalmente diferentes e a polêmica toma espaço.

Muito mais do que cumprir com a situação normativa nacional ou estadual, a família precisa ter informações suficientes para que não venha a se sentir culpada por prejudicar a vida estudantil dos filhos. Faz-se necessário entender quais são as principais atividades a serem desenvolvidas nesse período escolar:

  • O período de Educação Infantil é fundamental para o desenvolvimento da criança, pois é focado com base lúdica em aprendizado significativo. Tais experiências serão essenciais para potencializar habilidades e competências futuramente exigidas nas próximas etapas da vida estudantil;
  • O desrespeitar a idade de corte poderá “roubar” o direito da criança a experimentar ludicamente muitos momentos que, posteriormente, poderá impactar em seu desenvolvimento estudantil;
  • Nessa fase é necessário trabalhar de forma a estimular o desenvolvimento motor, proporcionando situações em que a criança tenha espaço para atividades ao ar livre, no parquinho, no pátio coberto, etc. Essas atividades serão fundamentais ao desenvolvimento da escrita, bem como à concretização de conceitos a serem trabalhados nos anos seguintes;
  • Entende-se oportuno proporcionar vivências em que a criança possa desenvolver a consciência fonológica, iniciando trabalhos sistemáticos para isso. Tais situações acabam por viabilizar a leitura e a escrita espontânea, bem como oportunizam a construção de textos coletivos baseados na experiência dos alunos com diferentes conteúdos;
  • Parece ser fundamental, também, o desenvolvimento do pensamento lógico matemático de maneira lúdica utilizando jogos e brincadeiras de forma a tornar o aprendizado uma consequência do que se vivencia;
  • É relevante trabalhar com os alunos os cuidados que deverão ter consigo e com os outros, tanto nos aspectos de convívio, saúde, identidade e família.

Por estas, e outras tantas, compreende-se que a decisão de respeitar, ou não, a idade de corte não deve ser toma tendo em vista apenas o momento imediato, ou, até mesmo, a economia de tempo ou financeira.

Se como família, você tem dúvida, procure profissionais da educação. Converse com o Serviço de Orientação Educacional da escola de seu filho e peça a Deus lhe dê sabedoria para que seu filho possa se desenvolver de maneira a ter muitas vitórias.

 

Imagem: Valeriya/Fotolia