Embora a internet seja uma ferramenta do cotidiano, nem sempre sabemos aproveitá-la de modo adequado, principalmente quanto à exposição em redes sociais. Se como adultos nem sempre sabemos como nos portar, as crianças e adolescentes ficam ainda mais vulneráveis nesses ambientes virtuais.

A falsa sensação de que o ambiente virtual não tem regramento e normatização acaba por facilitar o desrespeito e exposição inadequada. Uma boa parte dos usuários de grupos fechados em redes sociais não entendem que esses espaços podem não ser seguros em relação aos conteúdos e informações postadas.

Muitos pais acabam não acompanhando o que o filho acessa e publica. Tal comportamento acaba gerando muitos conflitos que poderiam ser evitados sob a vigilância dos pais. Muitos adolescentes usam palavras e postam fotos suas e de amigos, de maneira inadequada, o que acaba por ferir a sua própria dignidade e trazendo constrangimento a si, aos colegas e à família.

Percebe-se, infelizmente, que algumas crianças que mal sabem amarrar os seus sapatos são estimuladas pela família a navegar livremente na internet, sem acompanhamento de um adulto, como se isso fosse a única prioridade para a inserção na vida adulta. Ganham, como prêmio, tablets e smartphones de última geração. Alguns pais alegam que é importante que se saiba trabalhar com as novas tecnologias, mas muitos acabam utilizando esse meio apenas como forma de entretenimento, o que pode expor a conteúdos inadequados.

Outro fator a ser abordado é o tipo de exemplo que os pais e responsáveis transmitem aos pequenos. Não adianta impor regras para o uso do filho e não se separar dos smartphones, tablets e computadores.

Espera-se que a família cumpra o seu papel de proteção integral à criança, mantendo diálogo e investindo em atividades familiares de tal forma que a tecnologia possa ser apenas mais uma atividade e não a mais importante ou, até mesmo, única da criança, criando laços afetivos, gerando interações familiares e evitando o isolamento social.

 

 

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