Elas sempre existiram, mas com o excesso de informação e nossa negligência na confirmação, as notícias falsas se tornaram virais e, em alguns casos, mortais. Foi o caso da Fabiane Maria de Jesus, morta no Guarujá (SP), aos 33 anos, em 2014, depois de ser confundida com uma suposta sequestradora de crianças que sacrificava os menores em rituais de magia negra. O retrato falado da suspeita foi divulgado no Facebook e Fabiane foi linchada por vizinhos, sem ter direito de defesa. Além de colocar vidas em risco, as notícias falsas ameaçam reputações e influenciam o resultado de eleições. Por isso, antes de curtir ou compartilhar algo, seria bom atentar para as dicas abaixo.

 

CONFIRA A URL

Postagens falsas geralmente usam endereços virtuais parecidos com o de grandes veículos de comunicação, como BBC, CNN, Rede Globo e Folha de S. Paulo.

 

SEPARE HUMOR DE NOTÍCIA

Identifique se a postagem duvidosa não trata de um conteúdo de sites de humor, como Sensacionalista e The Piauí Herald. Eles vivem de fazer piada do vasto repertório que a vida pública brasileira oferece.

RECORRA ÀS FONTES TRADICIONAIS

Desconfie de notícias chocantes ou com “cara” de teoria da conspiração que “pipocam” no seu WhatsApp. Verifique se a grande imprensa está falando sobre isso. Caso não esteja, dificilmente você foi “sorteado” com um “furo” de reportagem.

 

LEIA MAIS

Verifique se o autor da informação existe e é confiável. Geralmente, notícias falsas não são assinadas. Em outros casos, a autoria do conteúdo é atribuída a celebridades. Em ambos os casos, é preciso ligar o desconfiômetro. Além disso, não se contente com o título chamativo, leia toda a história e clique nos links de apoio para ver se a informação pode ser confirmada.

FAÇA UMA AUTOANÁLISE

Avalie se você está acreditando naquilo só porque a notícia reforça seu posicionamento político, crença religiosa ou preconceitos.

 

ATENTE PARA A DATA

É comum na internet matérias antigas serem republicadas fora do seu contexto original, dando a impressão de que são atuais.

 

CONSULTE PLATAFORMAS DE CHECAGEM

Nos Estados Unidos desde o fim da década de 1990 e agora mais recentemente no Brasil, grandes veículos de comunicação têm investido em plataformas de checagem, como os jornais O Globo e Extra e os portais G1 e UOL. A agência Lupa, pioneira do fact-cheking no país, é uma das mais abrangentes plataformas do Brasil.

 

 

Referência: International Federation of Library Associations and Institutions e jornalista Cristina Tardáguila, diretora da Agência Lupa.

 

 

 


Fonte: Revista Conexão 2.0 – 4º trimestre/2017. Autoria: Wendel Lima
Imagens: Julien Eichinger, PhotoSG, Bobboz/Fotolia