Desde muito cedo ouvimos frases como: Preste atenção na aula de matemática senão vai reprovar! Agora é matemática, precisa ter silêncio! Se não ficar quieto e fazer todos os exercícios não vai conseguir! E assim a matemática continua sendo vista como a vilã das disciplinas, aquela a ser temida por todos, a mais odiada, a mais complicada. Estes adjetivos são postos na vida dos alunos desde as séries iniciais. A matemática está mais presente e necessária que nunca, enxergamos matemática em praticamente todas as situações do dia a dia e isso a torna essencial.

Os pais e professores podem utilizar essa situação a seu favor, trabalhando as atividades comuns do dia a dia de forma lúdica e criativa fazendo com que a criança nem perceba que ao brincar e jogar estão aprendendo matemática.

Para Piaget (1976), utilizar brincadeiras e jogos para a aprendizagem vai muito além de uma simples diversão, pois estes, possibilitam o desenvolvimento e a aprendizagem de inúmeras habilidades e são meios que contribuem e favorecem o desenvolvimento intelectual da criança.

Para se aprender matemática, o professor precisa estar ciente que a aprendizagem não pode estar baseada em memorização e regras, pois isto não garante a compreensão da disciplina e nem a aplicação em soluções de problemas no dia a dia. Piaget (1976) também aponta que os jogos precisam ser estruturados em exercícios, símbolos e regras de acordo com o desenvolvimento da criança que deve ser observado e analisado em seu estágio de desenvolvimento cognitivo.

 

Confira algumas formas de como introduzir a matemática para as crianças:

  1. Valorize o que a criança já sabe (coloque a criança em contato direto com o conteúdo a ser ensinado, valorizando e oportunizando suas estruturas de pensamento, identificando tudo o que ela já sabe sobre o mesmo.
  2. Estimular a expressão do pensamento (a criança precisa exprimir em língua materna suas ideias matemáticas, precisa criar situações problemas de atividades normais do dia a dia. Ao formular um problema, solucioná-lo e explica-lo a criança está trabalhando com as duas linguagens, a natural e a matemática.
  3. Jogos que trabalham com sistema monetário, valores e ainda os que desenvolvem os conceitos de geometria, sequência, tamanho e etc, como os jogos de computador.
  4. Materiais concretos (auxiliam a entender conteúdos e a resolver problemas como: palitos, bolinhas de gude, sementes, material dourado, geoplano, barrinhas de Cuisenaire, tangran, blocos lógicos, ábaco e etc).
  5. Receitas na cozinha (culinária é uma excelente ferramenta para o ensino de frações, multiplicação e divisão).
  6. Jogos na quadra (pode-se trabalhar com qualquer jogo e, após anotar os resultados, calcular as estatísticas de cada partida).
  7. Mapas (utilizar o mapa de forma adequada é pura matemática, pode-se brincar de viajar com a turma através dos mapas, anotando as distâncias e fazendo comparações).

Há muitos outros caminhos a ser trilhado pelo professor para o ensino da matemática, portanto é importante que o professor conheça diversas técnicas de sala de aula para criar aulas dinâmicas e criativas levando seus alunos a não temerem esta disciplina que é tão importante e necessária para todos nós.

 

 

Referência:
PIAGET, J. Psicologia e Pedagogia. Trad. Por Dirceu Accioly Lindoso e Rosa Maria Ribeiro da Silva. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1976.
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