Confira dicas práticas de como trabalhar a inclusão social em sala de aula e ainda incentivar a empatia

Imagine a seguinte situação: em uma manhã de segunda-feira, você adentra à sala de aula. É seu primeiro dia como aluno e as expectativas quanto ao ano letivo são extremamente altas. Conhecer novos colegas, fazer amizades, aprender coisas que nunca vira antes, viver uma nova fase… o coração chega até bater mais forte e a noite anterior quase não foi dormida em função da ansiedade.

Sentado em sua carteira e apreciando os materiais novinhos, você começa a ouvir alguns murmúrios logo atrás. “Olha só como ele tem um aparelho esquisito na orelha. Vamos gritar para ver se ele pode ouvir?”, “Aposto que não entende nada do que a gente fala”. Mas você estava ouvido sim, tudo muito claramente. Por mais que o aparelho auditivo fosse essencial para ouvir o que os outros diziam, preferia não ter escutado aqueles comentários, pois causaram enorme tristeza. Se aquele era só o primeiro dia, o que seriam dos outros?

A inclusão vem através da empatia e amor.

Por mais que essa situação pareça antiquada, ela pode ocorrer em nossas escolas, infelizmente. Além de aprender sobre matemática, geografia, inglês, eles precisam ter consciência de que o respeito e a inclusão são valores que levaremos para a vida toda.

Ser o aluno “diferente” dos demais provoca um distanciamento quando os que estão ao seu redor não fazem nada para incluir em suas rodas e atividades cotidianas. Lembra da história do Patinho Feio? Então, ele é um ótimo exemplo em forma de história para o ensino da inclusão social, principalmente para os que estão aprendendo a ler.

Como fazer?

E o que não falta é material para ajudar durante esse processo de ensino.

1- Para introduzir o tema, comece falando, na aula de Ensino Religioso, sobre como Deus olha para todos nós com a mesma importância, independente de nossas diferenças. O livro “Deus ama os que são diferentes” trata de forma poética esse tema para alunos de séries iniciais.

2- Quem são os diferentes? Todos temos características particulares que nos fazem únicos. Por mais que uns tenham afinidades com outros, não quer dizer que são iguais. Dessa forma, respeitar as diferenças é algo básico se quisermos viver em sociedade. Por isso, o professor pode tratar sobre quais são as diferenças mais visíveis e como podemos fazer com que elas não sejam empecilho para que nossas relações sejam saudáveis e agradáveis. O livro “Emily” trata desse tema para um público que está começando a ler. Para os que já estão familiarizados com as palavras, “Uma escola para mim” auxilia na compreensão sobre a inclusão de pessoas com alguma deficiência.

É uma leitura diferenciada. Mas ainda sim é leitura e nós fazemos isso bastante.

3-Como lidar com as diferenças? Bom, essa é a parte desafiadora durante a vida. Estamos em constante aprendizado pois entramos em contato com diferentes pessoas o tempo todo, a vida toda. Incentivar que o estudante proponha formas de incluir um coleguinha é o primeiro passo para os muitos que desempenhará durante a vida. O livro “De que lado você está” apresenta a possibilidade de escolha, exercitando o poder de reflexão. Feito isso, o estudante pode entrar em contato com a turminha do “Esquadrão 7” e, com eles, encontrar formas de acabar com o bullying ao seu redor.

 

Bônus:

Para você, professor, oferecemos uma dica imperdível para começar o ano letivo já proporcionado o sentimento de aceitação e união entre os alunos. Confira abaixo:

Semana do Acolhimento