A crise existe, sempre existiu e sempre existirá. Claro, em níveis diferentes, nem sempre de forma tão aguda como agora. Mas, como estar preparado para enfrentar estes momentos e não ser tão impactado pela crise? Como conseguir manter-se competitivo em um momento tão delicado do país?

As pessoas serão impactadas pela crise na medida do seu nível de competitividade profissional. Escolher um caminho profissional e assumir a responsabilidade pela construção da carreira e, de como levá-la ao melhor resultado possível é uma missão. É dever de cada profissional, que deve estar preparado não apenas para períodos de crise, mas em períodos de crise e de bonança.

Para ser menos impactado pelas crises, é necessário ter um projeto pessoal de carreira, o que consiste na apropriação da construção da própria história profissional. Isso implica  em uma avaliação de si mesmo e na gestão de um processo de criação de competências direcionado para a realização de uma identidade profissional, como ensina o professor Sigmar Malvezzi.

O projeto pessoal de carreira pode ser entendido com base em três pilares, que se define pelas próprias palavras que constroem a expressão. Projeto: ideia de construção no tempo, de planejamento, de investimento sistemático. Pessoal: ideia da “criação” da identidade profissional, sendo identidade o conjunto de predicados que representam o indivíduo. Carreira: ideia de identidade profissional, aprendizagem e networking.

Para desenvolver a carreira, é necessário que o profissional tenha alguns pontos como foco. A própria “aprendizagem”, seja sobre carreira, o mercado, os valores e sobre si mesmo. O “networking”, que aborda a troca de experiências, a busca de feedback, de apoio e de visibilidade, a identificação de tendências e a renovação de referências. E por fim, a busca pelo desenvolvimento da identidade profissional, ou seja, a busca de experiências enriquecedoras (competências), a energia aplicada no trabalho (natureza do vínculo) e a construção de uma história de realizações (busca de resultados).

Logicamente que nem tudo é tão simples. Como o próprio professor Malvezzi explica, para desenvolver a carreira, é necessário transpor obstáculos, investir em si mesmo, aprender a improvisar, a antecipar desafios, rever metas, rotinas, redes de contato em função do momento e do ambiente, além de administrar a própria identidade, entre tantos outros pontos.

Sabe-se que existem algumas razões para o insucesso na carreira – são elas, a falta de foco, a insegurança sobre o que se quer e, a falta de energia aplicada para atingir os objetivos. Este insucesso pode ser gerado também por três motivos: ignorância, inconsequência e procrastinação.

É importante que as pessoas entendam que é necessário um compromisso genuíno com a carreira, um compromisso individual de desenvolvimento. Se quiser começar agora, pode pensar em uma metodologia que poderá ajudá-lo, respondendo a três questões:

1 – O que estou fazendo que me ajuda a gerenciar bem minha carreira e que devo continuar fazendo?

2 – O que não estou fazendo, que deveria começar a fazer para melhorar a minha condição de obter melhores resultados na carreira?

3 – O que estou fazendo e que devo parar de fazer, pois, prejudica minha capacidade de gerenciar minha carreira ou afeta meus resultados?

Pare, pense, responda e entre em ação.

 

Responder e colocar em prática respostas às perguntas como “o que eu vou começar a fazer?”; “o que eu vou deixar de fazer”; e “o que eu vou continuar a fazer?” podem ser um ótimo começo que ajudará a fazer com que sua carreira evolua ou não.

 

*Texto baseado nos conceitos do Professor Sigmar Malvezzi – USP
Fonte: Oficina da Comunicação Integrada
Imagem: Rassco / Fotolia