Anualmente, nosso calendário indica alguns eventos que são comemorados com muita alegria e consumismo, mas sem uma consciência clara de seu significado. A Páscoa e um deles. Páscoa deriva da palavra hebraica “Pasah” que significa “Passar por Alto”. Isso é devido ao fato de que, a meia-noite o anjo passou pelo meio do Egito e, ao ver a mancha de sangue do cordeiro pascoal nas portas das casas dos israelitas, ele as passava por alto.

Historicamente, a Páscoa teve sua origem no Egito, quando o povo hebreu foi libertado da escravidão que lhe foi imposta pelos faraós. Dessa perspectiva, a Páscoa tem uma conotação simbólica de libertação. Tornou-se uma das festas principais do calendário religioso judaico. Era comemorada no 14º dia do mês de Nissan, como um evento histórico.

Ao longo do tempo, a Páscoa foi sendo representada por alguns símbolos. De todos eles, o ovo de chocolate e o mais esperado pelas crianças. Nas culturas pagas, o ovo trazia a ideia de começo de vida. Os povos costumavam presentear os amigos com ovos, desejando-lhes boa sorte. Os chineses costumavam distribuir ovos coloridos entre amigos, na primavera, como referência a renovação da vida. Os cristãos primitivos do Oriente foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa simbolizando a ressurreição, o nascimento para uma nova vida.

Outro símbolo da Páscoa é o coelho. Trata-se de um mamífero roedor que se alimenta de cenouras e vegetais e passa boa parte do tempo comendo. Por sua grande fecundidade, o coelho se tornou o símbolo mais popular da Páscoa.

Mas o cordeiro é o símbolo mais antigo e mais coerente da Páscoa, por representar a aliança de libertação feita entre Deus e o povo israelita. De acordo com o Antigo Testamento, cada família, sozinha ou ligada com outras, devia sacrificar um cordeiro. Todos na casa deviam comer a carne, assada, com ervas amargas (Êxodo 12:1-8).

Ellen White, educadora norte-americana, afirma: “A Páscoa devia ser tanto comemorativa como típica, apontando não somente para o livramento do Egito, mas no futuro, para o maior livramento que Cristo cumpriria libertando Seu povo do cativeiro do pecado” (Patriarcas e Profetas, p. 277). De fato, a Páscoa tem uma conotação libertadora. Seu estabelecimento ocorreu num contexto de libertação de um povo que há séculos era massacrado por forças opressoras.

Para os cristãos, o cordeiro é o próprio Jesus Cristo. Ele é o cordeiro de Deus, sacrificado na cruz pelos nossos pecados, e cujo sangue propiciou a libertação do homem e da mulher. A simbologia bíblica aplica a Jesus Cristo a figura do cordeiro (Isaias 53:7; João 1:29 e 1 Coríntios 5:7).

Para a mentalidade pós-moderna, Jesus Cristo, em Seu sacrifício, foi vítima do poder político e religioso do Império Romano. Entretanto, da perspectiva da fé, a morte de Cristo, à semelhança do cordeiro na libertação do povo israelita do Egito, trouxe a libertação do ser humano de sua maior escravidão que e a do pecado.

O ser humano carece de libertação. Cristo e o libertador por excelência. Em muitos aspectos, a vida moderna tem sido uma prisão para muitas pessoas. Muita gente esta presa dentro de si mesma com suas dúvidas, traumas, complexos e medo do futuro. As crises existenciais têm levado milhares de pessoas ao desespero sem que nenhuma perspectiva de esperança lhes ilumine a vida.

Jesus Cristo disse: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Joao 8:36). E isso terá um impacto muito positivo em sua saúde. Acredite!

 

 

Fonte: Revista Vida e Saúde – Abril de 2013