Diariamente reagimos a mudanças, eventos, pessoas e meio ambiente. Isso é estresse. Existe o bom e o mau estresse. Mas muito do mau estresse, ou distresse, é autoinfligido. Nossa mente cria temores, ansiedade e angústia. Não podemos eliminar o estresse, mas é possível reduzi-lo. Oferecemos aqui algumas dicas sobre como conseguir isso. Confira-as, pratique-as, e alegre-se vivendo com menos estresse.

Identifique os sinais
O primeiro passo no a, b, c do controle do estresse é a conscientização. Sua mente e seu corpo informam a existência de pressão, por meio de mudanças químicas nervosas. Cada pessoa reage de modo diferente. Algumas são desafiadas e superam o estresse; outras sofrem distresse ao enfrentar uma situação semelhante.

Para cada indivíduo, diferentes situações podem produzir diferentes respostas comportamentais, emocionais e físicas. Muitos sintomas são normais e logo passam. O agravamento do problema ocorre quando os sintomas persistem. Fique esperto e entenda os sinais. Esteja preparado para mudar hábitos. Lembre-se de que o estresse pode não ser a causa única desses sintomas.

As causas do estresse
O próximo passo no controle do estresse é identificar as principais causas estressoras. Elas estão relacionadas a situações, eventos, lugares, pessoas e ambientes. É muito importante a percepção dessas causas. Lembre-se de que há o lado bom e o mau do estresse.

O bom estresse
A compra de uma nova casa, uma promoção profissional, o casamento, preparativos para as férias ou uma festa, a curtição dos prazeres simples da vida, a prática de esportes, a criatividade e a ajuda ao semelhante são situações causadoras do bom estresse. Elas desafiam e motivam, excitam os sentimentos, melhoram o desempenho pessoal e aumentam a sensação de bem-estar.

O mau estresse
Distresse prolongado é desagradável, maléfico, gera tensão e pode levar ao desânimo e à depressão. Uma vez identificados os problemas, você pode planejar estratégias para administrar, reduzir ou eliminá-los. Entre eles estão: mudanças profissionais, estudantis, domésticas e aposentadoria; exigências e condições do trabalho, perda de controle, tédio; conflitos nos relacionamentos familiar e profissional; crises da vida, como acidente, morte, divórcio e desemprego; dificuldades financeiras e de saúde, autoimagem, problemas do dia a dia que aumentam a pressão; problemas ambientais, como mau tempo, barulho e condições de sobrevivência.

Administre a vida
Indecisão, comunicação falha e falta de planejamento podem criar estresse adicional. Dirija sua vida com base em princípios simples e funcionais:

  • Tome decisões. Desenvolva a autoconfiança, compreenda a questão ou situação, estabeleça alvos específicos e realísticos para as principais áreas da vida (pessoal, familiar e profissional); avalie opções considerando seus pontos fortes e fracos; decida sobre um plano e aja. Avalie seus resultados.
  • Gerencie seu tempo. Avalie como e onde você gosta de usar seu tempo, atualmente. Estabeleça prioridades. Faça uma relação de coisas a realizar. Aprenda a dizer não e tome tempo para relaxar.
  • Comunique-se efetivamente. Isso envolve palavras, tom de voz, linguagem corporal, sentimentos e percepção. Ouça cuidadosamente e pergunte para esclarecer suas dúvidas. Expresse seus sentimentos e opiniões de modo positivo. Desligue um pouco a TV e converse com alguém.
  • Planeje as finanças. Estabeleça alvos financeiros. Faça um orçamento realístico. Planeje economizar cada mês. Estabeleça limites para cartões de crédito.

 

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Adaptado de: Revista Vida e Saúde. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira. ano 62, n. 6, jun. 2000, p. 12-13.

Fonte: Revista CPB Educacional – 2º semestre 2015.
Imagem: Maridav / Fotolia