Eis alguns procedimentos que você, como professora, pode considerar:

1. Solicitar uma avaliação fonoaudiológica antes de iniciar a alfabetização, além de exames auditivos e oftalmológicos periodicamente (anual);
2. Evitar que a criança seja exposta frente ao grupo, expressando-se verbalmente;
3. Trabalhar com a classe o respeito às diferenças;
4. Evitar criar constrangimentos em sala de aula ou chamar a atenção para a falha de pronúncia;
5. Repetir somente a palavra correta para que a criança não fixe a forma errada que acabou de pronunciar;
6. Promover estimulação da percepção auditiva para que o aluno possa identificar e corrigir sua emissão de fonemas, sílabas, palavras e frases (aqui entra o gravador –sugestão acrescida);
7. Articular bem as palavras, fazendo com que as crianças percebam claramente todos os fonemas;
8. Oferecer a oportunidade da criança expressar seu pensamento por meio de provas orais e escritas, a fim de favorecer a aprendizagem das duas modalidades;
9. Nas avaliações por escrito, não descontar as falhas de grafia, quando forem provenientes de sua dificuldade de pronúncia das palavras.

Um procedimento interessante é brincar com jogos de trava-língua, que é um tipo de parlenda. Entretanto, não conhecendo sua aluna nem sabendo a gravidade de sua dislalia ou sua idade cronológica, aconselho-a a buscar primeiro a orientação de uma fonoaudióloga. De qualquer forma, veja algumas atividades de trava-língua. Caso a fonoaudióloga concorde, comece com as bem fáceis, para não frustrar a criança:

Um forte abraço e sucesso no trabalho!

 

Imagem: lassedesignen/Fotolia