É comum que professores chamem a atenção de alunos desatentos durante a explicação de uma matéria. Todos nós, vez por outra, nos distraímos com alguma coisa quando preocupados ou cansados, mas no caso dos que sofrem do Transtorno de Déficit de Atenção (TDA) a distração é a regra, não a exceção. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – 4ª Edição da American Psychiatric Association, faz referência a nove sintomas de desatenção, dos quais pelo menos seis devem estar presentes durante um período mínimo de seis meses. Para constatar um TDA as características devem aparecer em um grau inadequado e frequente ao comparar o aluno com outros da mesma idade. É importante salientar que “cada caso é um caso” e que o aluno em questão não deve ser rotulado ou discriminado por suas características “diferentes”.

Abaixo, os sintomas de desatenção comuns ao TDA, citados de forma simplificada e muito bem colocada no livro do Dr. Paulo Mattos, No Mundo da Lua*. Um must para quem quer entender melhor o TDA.

  • Prestar pouca atenção a detalhes e cometer erros por falta de atenção.
  • Dificuldade de se concentrar (tanto nas tarefas escolares quanto em jogos e brincadeiras).
  • Parece estar prestando atenção em outras coisas numa conversa.
  • Dificuldade em seguir as instruções até o fim e deixar tarefas e deveres sem terminar.
  • Dificuldade de se organizar para fazer algo ou planejar com antecedência.
  • Relutância ou antipatia em relação a tarefas que exijam esforço mental por muito tempo (tais como estudo ou leitura).
  • Perder objetos necessários para realizar as tarefas ou atividades do dia a dia.
  • Distrair-se com facilidade com coisas à sua volta ou mesmo com os próprios pensamentos. É comum que pais e professores se queixem de que essas crianças parecem “sonhar acordadas”.
  • Esquecer coisas que deveria fazer no dia a dia.
Algumas pessoas apresentam sintomas mistos, isto é, déficit de atenção com hiperatividade/ impulsividade (TDAH). As meninas parecem apresentar menos hiperatividade que os meninos porque os sintomas de hiperatividade das meninas são mais leves, elas não “incomodam” tanto quanto os meninos, mas isto não quer dizer que não os tenham. Por esta razão, elas acabam passando por preguiçosas, lentas, distraídas e quase nunca são encaminhadas ao especialista.

 

*No Mundo da Lua – Perguntas e Respostas Sobre Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade em Crianças, Adolescentes e Adultos – Paulo Mattos, Lemos Editorial.

 

Imagem: Paula Lobo