No Brasil, no dia 12 de outubro é comemorado o Dia da Criança. Historicamente, em 1924 o então deputado federal, Galdino do Valle Filho, teve a ideia de separar no calendário um dia para ser dedicado às crianças. A Câmara dos Deputados aprovou e o então presidente Arthur Bernardes, por meio do decreto nº 4.867 de 5 de novembro de 1924, oficializou a data.

Entretanto, foi a partir de 1960 que a data passou a ser comemorada. 12 de outubro se tornou uma data importante para o setor de brinquedos no Brasil. Em razão disso, o comércio alcança altas cifras de lucro. A Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece o dia 20 de novembro como o Dia Universal das Crianças pelo fato de que, nessa data, foi aprovada a Declaração dos Direitos da Criança em 1959 e a Convenção dos Direitos da Criança em 1989. Para muitos, o Dia da Criança tem sido fonte de alegria e satisfação. Há pessoas dispostas a qualquer sacrifício pelo bem-estar de uma criança.

Rose vivia num vilarejo no interior da Inglaterra. Diariamente, um grupo de crianças órfãs passava em frente à sua casa indo para a escola. Certo dia, ela percebeu que um menino chorava inconsolavelmente. Ela resolveu se aproximar da criança. Descobriu que seu nome era Joseph e que sua mãe acabara de falecer. Joseph estava com oito anos. Seu pai, alcoólatra, vivia longe de casa e só aparecia de vez em quando. Rose decidiu que ajudaria o pequeno Joseph a qualquer custo. Uma noite, após o jantar, Rose reuniu aqueles órfãos de mãe para contar histórias. Chegou o momento em que cada um tinha que dizer qual seria sua profissão. Joseph disse: “Eu quero ser médico.” Rose perguntou: “Por quê?” ele respondeu: “Quero salvar muitas vidas. Não quero ver crianças sem mãe.”

Dez anos depois, o jovem Joseph deixava aquele vilarejo para continuar os estudos na cidade de Manchester. Rose não mais o viu, porém, ao lembrar dele, ela se perguntava: “Será que ele realizou o sonho de ser médico?”

Em 2001, Rose, já com 75 anos, foi acometida de uma forte pneumonia. Na noite de 3 de maio, seu quadro clínico piorou e ela foi levada às pressas por vizinhos para o hospital mais próximo. O médico de plantão disse: “O caso é gravíssimo. Ela tem que ser levada com urgência para Manchester.” Depois de 24 horas, Rose dava entrada num grande hospital em Manchester. Ela estava muito debilitada e prestes a ir a óbito. Ela ouviu quando a enfermeira lhe disse: “Ele já está chegando, não vai demorar.” Rose, extremamente cansada, perguntou: “Ele? Ele quem?” a enfermeira respondeu: “O Dr. Joseph. É ele que vai cuidar da senhora.” Por um momento, Rose voltou no tempo. Seria aquele menino?

Ao chegar ao hospital, o Dr. Joseph foi informado de que uma senhora chamada Rose havia dado entrada e que se tratava de um caso gravíssimo. Imediatamente, ele procurou averiguar a situação. Naquela noite, o Dr. Joseph disse para Rose que ela o fazia lembrar de uma senhora com o mesmo nome que o salvou em sua infância. “Como eu gostaria de vê-la, um dia”, disse Joseph. Rose, olhando para ele, com muito esforço procurou pegar sua mão. Ela disse: “Joseph, você cresceu, mas para mim, você ainda é aquele menino que passava em frente à minha casa indo para a escola.” No dia seguinte, Rose foi a óbito. Em seu funeral, o Dr. Joseph assim se expressou: “A senhora Rose se foi, mas ficou eternizada em meu coração pelo amor e carinho que demonstrou por mim.” O sábio Salomão escreveu: “Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás” (Eclesiastes 11:1). A alegria de demonstrar amor e carinho por uma criança tem tudo a ver com saúde.

 

 

Fonte: Revista Vida e Saúde – Outubro de 2014
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