Energia eólica é aquela gerada pela ação do vento ao passar por hélices que acionam turbinas e convertem essa energia mecânica em energia elétrica. As turbinas costumam funcionar bem mediante ventos fracos. Porém, quando ocorrem ventos fortes, deve-se evitar que elas girem muito rápido para que seu gerador não seja sobrecarregado. Para contornar esse problema, costuma-se utilizar um sistema informatizado para grandes turbinas, pois ele consegue ajustar o ângulo das lâminas das hélices para compensar a força dos ventos.

O grande problema é que essa tecnologia é cara demais para ser usada em turbinas menores, porque elas não produzem eletricidade suficiente para compensar o custo. Como solucionar esse problema? A resposta está nas pequenas asas da libélula. Conforme o ar flui entre as asas da libélula, pequenos picos em sua superfície criam uma série de vórtices. Essa descoberta foi realizada pelo engenheiro aeroespacial Akira Obata, da Universidade Nippon Bunri, em Oita, no Japão, por meio de estudos que descobriram como esses vórtices afetam a aerodinâmica do inseto.

Como resultado dessa descoberta, o engenheiro desenvolveu um modelo de baixo custo de turbina de vento utilizando pás de apenas 25 centímetros que incorporam as mesmas deformidades encontradas nas asas da libélula. Nos testes em que os ventos foram de 24 km/h a 145 km/h, as lâminas se dobraram em forma de cone em vez de girar mais rápido e sobrecarregar o sistema.

Assista ao vídeo abaixo e veja como funciona a energia eólica:

Fontes: Revista Galileu e Michelson Borges