Não basta ensinar “redação”, precisa ir além e formar escritores geniais

 

Por mais que existam muitos livros espalhados pelo mundo e uma quantidade gigantesca de autores, não é do dia para a noite que pessoas “normais” viram escritores célebres. Existem milhares de formas de escrita e abordagens literárias diferentes. Entretanto, cativar o leitor é sempre um desafio.

Não é segredo para ninguém que as aulas de redação na escola já ensinam princípios básicos para a organização de pensamentos e ideias de forma coesa e coerente. Alguns podem até reclamar “Ah, professora, mas escrever é tão chato! É complicado demais!”. O questionamento fica: “É chato porque não gosta, ou é chato pois não sabe fazer?”.

Para a segunda opção temos uma solução! Para isso, precisamos nos despir das ideias de aulas convencionais e propor uma nova abordagem para fazer com que os estudantes se inspirem no universo da escrita, e proporcionem experiências agradabilíssimas (ou nem tanto) por meio das palavras.

Mas é aquela coisa, se não possuímos leitores vorazes, dificilmente nascerão novos escritores. Então, para cada dica daremos uma opção de incentivo ao mundo dos livros. Essa é uma ferramenta essencial no processo.

1- De boas referências seremos feitos

É aquela coisa “não basta ler, precisam ser bons livros”. Não basta o professor dizer para os estudantes que eles deveriam ler mais, pois não se sabe quantos deles terão a iniciativa de pegar um livro durante a semana, assim, do nada. Precisa-se instigar a curiosidade como que em um mistério e depois oferecer a continuação do enredo apresentando um título no qual eles possam ver o desfecho da história. Para isso, está em suas mãos escolher O LIVRO e provocar esse interesse.

Uma opção exemplo:

Além da magia

 

2- Pegue lápis, papel, e rasgue a folha ao meio

“Quê? Rasgar a folha? Ué, não era para escrever nela?” É exatamente essa reação que o leitor terá quando ler algo do tipo. Além da escolha do personagem, descrição do local em que se passa a história, explicação de experiências sensoriais, e muitos outros fundamentos… só contar um fato, por mais que a história seja incrível, não quer dizer que é uma boa narrativa. Para isso, contar de uma forma inusitada é uma dica que deve sempre ser seguida. Exercite um pouco utilizando a foto do cãozinho acima. Como você descreveria uma rotina normal e do nada se deparar com um animalzinho lendo um livro?

Uma opção exemplo:

Guerra de Aristófanes 

 

3- “Transcender” faz parte

Se o seu “pupilo” e aspirante a futuro Shakespeare quiser escrever sobre bananas voadoras que lutam para defender as baleias orcas, tudo bem, deixe-o escrever sobre isso, por mais que não faça muito sentido. Exercitar a imaginação é um processo que não pode ser reprimido na hora do desenvolvimento criativo. Mesmo que seja natural ao ser humano pensar racionalmente sobre a razão de coisas “reais”, sair um pouco dessa realidade é excelente.

Um livro:

Histórias de tirar o fôlego

 

4- Não precisam ser histórias gigantescas

Para que a criatividade flua, o exercício dela não precisa necessariamente ser feito em um texto de 100 linhas. Já ouviu falar no microconto? É um estilo literário muito associado ao minimalismo de fazer uma narrativa em apenas uma ou duas linhas. Dessa forma, quem lê pode interpretar e tirar diversas conclusões sobre o que o autor quis dizer em tão poucas palavras. E é uma técnica prática para acompanhar o desenvolvimento dos estudantes.

Exemplos:

“Vende-se: sapatinhos de bebê nunca usados.” – Ernest Hemingway

“Fui me confessar ao mar. O que ele disse? Nada.”Lygia Fagundes Telles

“Quando acordou o dinossauro ainda estava lá.”Augusto Monterroso

 

Um livro:

Tesouro no Egito

 

E aí? Pronto para aplicar as novas técnicas? Excelente! Não deixe de contar para a gente!

Obs: Vai que sua ideia vira um projeto e ganhe o próximo Prêmio CPB Edu? :O