A humanidade sempre precisou da Matemática. Desde o início, o ser humano se utiliza de objetos para estabelecer valores de referência. Com o passar do tempo, muitos foram os conhecimentos matemáticos que se desvincularam da realidade dentro dos ambientes educacionais. A Matemática é vivenciada em todo o tempo em nossas ações cotidianas, sendo uma disciplina de fundamental importância dentro do ambiente educacional e, principalmente, no desenvolvimento cognitivo do ser humano. Os problemas surgem na necessidade de interagir, enquanto profissionais da educação, em sala de aula. Como o professor pode desempenhar o papel de intermediador dessa disciplina? Qual a relação da Matemática com os avanços tecnológicos da sociedade atual? Como despertar nos jovens o interesse por essa disciplina?

É preciso mostrar a Matemática no dia a dia: calcular preços, desdobrar medidas, computar tempo, estabelecer valores, etc. Os alunos precisam perceber que não é possível desassociar a Matemática da vida, pois essa presença constante mostra que é imperativo o conhecimento e o aprendizado, desfazendo a ideia de que essa disciplina é um problema sem solução.

As novas tecnologias e as novas exigências da educação vêm proporcionando diferentes perspectivas ao ensino da Matemática. Hoje, professores e alunos trocam informações pela internet, facilitando a aprendizagem, mas sabemos que não é fácil a tarefa de transformar o sistema educacional tradicional em um sistema educacional significativo e prático.

Para entender melhor a vida, os alunos precisam fazer uso real dos números e serem despertados por uma extrema e desafiadora curiosidade em buscar soluções capazes de poupar o “tt” (tempo e trabalho). Cabe a nós, educadores comprometidos, ensinar a Matemática desmistificando as dificuldades impostas por aqueles que sempre acreditaram que ensinar é apenas transmitir informações. Precisamos revolucionar a transmissão dos conteúdos que eram aplicados de forma fria e sem vida, que até pouco tempo deviam ser decodificados por todos da mesma forma e com o mesmo aproveitamento.

De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) “o homem, para exercer cidadania, deve saber calcular, medir, argumentar, raciocinar e tratar informações estatisticamente” (Brasil, 1997). Ao despertar o interesse dos alunos pela Matemática, estimulamos neles o raciocínio lógico, desenvolvemos o sentido de independência, incentivamos a criatividade individual e coletiva e trabalhamos a capacidade de concentração e de resolução de problemas, dentre vários outros quesitos.

A Matemática que desafia é emocionante e sempre agrega novas descobertas algébricas, aritméticas e geométricas. Ela faz os alunos sentirem o desejo de descobrir mais e mais de uma fonte inesgotável de pesquisa e de aprendizado. Quando temos o uso do lúdico, jogos, charadas ou truques, isso desperta no aluno um sentimento diferenciado pela disciplina. Muitos alunos relacionam os assuntos matemáticos a um enigma a ser solucionado ou não ao fim de cada conteúdo. A descoberta os encanta e por isso os mais entusiasmados a chamam de “Matemágica”.

Matemática

 

Muitas horas de sono são confiscadas pelo propósito de despertar nos alunos um sentido de euforia e de encantamento pela ARTE DE PENSAR. Muito mais que regras e fórmulas, ela é e sempre será a disciplina que transforma pessoas em verdadeiros pesquisadores e, por que não, em novos “Einstein” da Matemática.

Reflita em como suas aulas poderão ser ainda melhores. Pense em como um simples toque lúdico pode despertar uma resposta positiva e inesperada. Espero que a semente da curiosidade cresça para que você faça a diferença na sala de aula. Que a seiva do propósito em fazer melhor alimente seu coração e o sol do conhecimento aqueça-o diariamente, proporcionando crescimentos físico, mental e espiritual.

 

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Imagem: Grapestock / Fotolia
Fonte: Revista CPB Educacional – 1º semestre 2015