Confira formas de conscientização e entenda porque parece que não conseguimos dar conta de mais nada.

 

É aquele dilema que repetimos o tempo todo quando alguém pergunta como está nossa rotina para começar uma nova atividade: “Não tenho tempo!”. As 24h do dia não parecem suficientes para dar conta de tudo que aparece durante um ano cheio de atividade. Se o dia tivesse 40h, será que conseguiríamos executar tudo que quiséssemos, sem deixar passar nada? Talvez essa não seja a questão, mas como você tem gerido o tempo que nos foi presenteado.

Segundo Christian Barbosa, especialista em administração de tempo e produtividade, costumamos perder o nossos dias pelos seguintes fatores:

– Não temos objetivos definidos do que queremos realizar;

– Ficamos esperando pelo momento certo das coisas acontecerem;

– Não planejamos como investiremos no tempo durante o dia;

– Não temos uma agenda eficiente e com uma visualização geral de todo o tempo que temos no período;

– Usamos o fim de semana para procrastinar o máximo possível enquanto poderíamos investir um pouco em aprendizado;

– Colocamos a responsabilidade de nosso sucesso em outras pessoas (chefes, superiores, colegas de trabalho etc.);

– Evitamos o risco para permanecer na zona de conforto. Ou seja, em atividades já conhecidas sem desbravarmos o novo;

– Reclamamos demais;

– Deixamos de fazer coisas importantes por estarmos distraídos com as Redes Sociais digitais.*

* Entrevista originalmente feita pela Catho

 

Sabendo disso, podemos visualizar melhor como o tempo é uma questão de perspectiva. Você já deve ter notado como parece que alguns dias mais corridos parecem passar mais rapidamente e os não tão corridos assim dão a impressão de demorarem um pouco mais. Tudo isso são apenas percepções nossas diante de algo muito maior que é o tempo.

 

É o acúmulo de atividades que lhe atrapalha?

Ultimamente temos ouvido discursos sobre produtividade e utilidade. Fica em nossa mente que temos de nos envolver no máximo de projetos possíveis para se destacar em seu meio. É o que ouvimos “agarre essa oportunidade, pois ela pode aparecer somente uma vez”. E, dessa forma, você acrescenta mais uma atividade em sua agenda que pode não ser uma prioridade (por isso é importante determinar seus objetivos de maneira pontual).

Saber dizer “não” é uma virtude que poderia ser mais explorada por aqueles que tendem a aceitar tudo que lhes vem pela frente com a proposta de que será enriquecedor em seu currículo, em sua vida e etc. Entretanto, se envolver em projetos demais fará com que o foco fique mais esmaecido, e o tempo para mais meticulosidade nas atividades primordiais escasso.

 

Estamos cada vez mais perdidos no tempo?

Os “tempos” nunca foram fáceis. Não é de hoje que propostas aparecem a todo instante para o nosso engajamento. Entretanto, as futuras gerações estão sujeitas escancaradamente ao estresse provocado por essa cobrança de “produzir mais em pouco tempo” e, no final das contas, utilizar o tempo restante em pura exaustão, ou seja, “fazendo vários nadas” e tornando isso um vício (reação contrária provocada).

Dessa forma, não só como pessoas, mas como educadores, precisamos apresentar para nossos estudantes a percepção do tempo. Muitos apenas pensam nessa temática quando estão até o pescoço de atividades a se realizar.

Temos sugestões para abordar tal questão em sala de aula.

  • Apresente o tempo por meio de atividades que o estudante realiza em sua rotina diária, como, por exemplo, propondo uma “agenda” para que eles possam escrever e colocar de forma visível as rotinas que estão acostumados a seguir.
  • Mostre exemplos em histórias, ilustrando o tempo com um personagem. Temos uma dica de paradidático perfeito para isso: “Os dias que não acabavam”
  • Proponha a realização de uma segunda agenda, fazendo com que o estudante coloque no cronograma quais atividades que gostaria de realizar durante o dia.
  • Incentive que os pais estejam presentes nesse processo de organização. Dessa forma, os eles poderão visualizar a importância do tempo também em suas rotinas. Aliás, nossa educação vai além das quatro paredes da sala de aula.

 

Tempo é investimento e, se você chegou até aqui, se mostrou um bom investidor! Pronto para esse desafio?

 

 

 

Por Kemelly Ferreira