A manutenção da vida em um ambiente depende da adaptação dos seres vivos às variadas condições naturais, o que equivale a dizer que eles devem resistir a esse mesmo ambiente. Depende, pois, do relacionamento de dois fatores:

Potencial biótico: é a capacidade dos seres vivos de sobreviver e se reproduzir em um ambiente favorável, ou seja, adequado às suas características. Quando essa adaptação se processa de forma plena, a população tende a aumentar, povoando o ecossistema. O potencial biótico de uma espécie é, portanto, proporcional à sua capacidade de adaptação e reprodução.

Resistência ambiental: é o conjunto das condições oferecidas pelo meio que impedem o crescimento de uma população, como consequência do não atendimento de suas necessidades vitais. Essa limitação ocorre em função de fatores como excesso ou falta de água ou de luz, variações drásticas de temperatura, escassez de alimento, parasitas, predadores, etc. Em consequência da resistência ambiental os seres vivos se encontram diante de três possibilidades: adaptação às condições adversas, migração para regiões mais propícias ou sua extinção.

Analisando-se essa relação entre o potencial biótico e a resistência do meio, os seres vivos podem ser classificados em:

Euribiontes: apresentam alta capacidade de adaptação às variações do ambiente, graças ao seu elevado índice de potencial biótico.

Estenobiontes: não suportam variações ambientais, devido ao seu baixo potencial biótico.
Os seres encontrados apenas em certas regiões do planeta, como os ursos polares, alguns tipos de peixes que vivem em regiões geladas, os pinguins, etc., são exemplos de seres estenobiontes: não suportam variações ambientais.

Por sua grande adaptabilidade às condições ambientais mais hostis, o ser humano é o melhor exemplo de ser euribionte.

 

Autoria: Carol Lindy Joglar Fávaro, Márcio Fraiberg Machado e Wellington de Oliveira Romangnoli
Fonte: Sistema Inter@tivo de Ensino – Biologia Fasc. 10
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