A Assembleia Geral das Nações Unidas definiu a data 24 de janeiro como o Dia Internacional da Educação. A CPB Educacional reconhece, hoje e sempre, a relevância que o ensino, o conhecimento e a instrução têm na vida das pessoas. Portanto, é momento de celebrar, bem como de refletir.

Ao definir esta data, a ONU pretendia assinalar o papel da educação diante da paz e do desenvolvimento social, econômico e cultural das nações. No entanto, para além das nações, experienciamos o impacto positivo que o ensino causou e ainda causa em nossas próprias vidas.

 

A educação em nossas vidas

Tudo começa ainda na infância, quando aprendemos o som das vogais e a ordem dos números. Mais adiante, formamos as primeiras sílabas e nos arriscamos nas primeiras contas matemáticas. Do caderno de caligrafia à tabuada, aprendemos a escrever e a calcular.

E não para por aí. A história nos permitiu conhecer o passado para entender o presente e vislumbrar um futuro. A biologia nos ensinou sobre nossos próprios corpos e toda natureza que os cerca. A geografia nos apresentou aos relevos, climas e vegetações. De disciplina em disciplina, o mundo se revelou diante dos nossos olhos, ansiosos por desvendá-lo e entendê-lo.

O conhecimento chegava até nós pelos livros, pelas palavras da professora, pelo giz que riscava a lousa. Entretanto, a educação nos alcançava também pelo convívio com os colegas, pelo respeito aos mestres, pela organização com os horários.

Foi assim que nos transformamos em quem hoje somos. A educação nos permitiu desenvolver senso crítico, repertório e ética. Ela expande as possibilidades para nossas vidas e carreiras profissionais. Como frutos de suas sementes, reconhecemos o seu valor.

 

Educação para todos 

Entretanto, reconhecemos também o privilégio pelo acesso ao ensino e benefícios colhidos em virtude disso. Para muitos brasileiros essa ainda é uma realidade distante. De acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Alunos, o Brasil ocupa o 53º lugar em educação, entre 65 países avaliados.

O valor da educação se mede não apenas pelos seus resultados em experiências individuais, mas também e – sobretudo – pelo seu alcance dentro de uma sociedade. Afinal, instrução e conhecimento transformam realidades a nível social. O acesso ao ensino combate a pobreza, movimenta a economia, promove a saúde, diminui a violência e protege o meio-ambiente.

Vale lembrar que a  Declaração Universal dos Direitos Humanos, no artigo 26, exige que a educação seja elementar, gratuita e obrigatória. Quando ela estiver ao alcance de todos, poderemos enfim desfrutar de uma sociedade mais justa e igualitária que beneficia a população inteiramente e não apenas parcialmente.